EVANGELHO DE JESUS CRISTO

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

OS SOFRIMENTOS DE PAULO


O Espírito Santo, através das palavras de Paulo, revela-nos a angústia e o sofrimento de uma pessoa totalmente dedicada a Cristo, à sua Palavra e à causa em prol da qual Ele morreu.
Paulo comungava com os sentimentos de Deus e vivia em sintonia como o coração e os sofrimentos de Cristo. Ele fala em:
1. "Muitas tribulações" enfrentadas ao servir a Deus (At 14.22);
2. sua aflição no "espírito", por causa do pecado dominante na sociedade (At 17.16);
3. servi ao Senhor com "lágrimas" (2.4);
4. advertir a igreja "noite e dia com lágrimas", durante um período de três anos, por causa da perdição das almas, pela distorção do evangelho por falsos mestres, contrários à fé bíblica apostólica (At 20.31 ver o estudo OS PASTORES E SEU DEVERES);
5. sua grande tristeza ao separar-se dos crentes amados (At 20.17-38), e seu pesar diante da tristeza deles (At 21.13);
6. a "grande tristeza e contínua dor" no seu coração, por causa da recusa dos seus "patrícios" em aceitarem o evangelho de Cristo (Rm 9.2,3; 10.1);
7. as muitas provações e aflições que lhe advieram por causa do seu trabalho para Cristo (4.8-12;11.23-29; 1 Co 4.11-13);
8. seu pesar e angústia de espírito, por causa do pecado tolerado dentro da igreja (2.1-3; 12.21; 1 Co 5.1,2; 6.8-10);
9. sua "muita tribulação e angústia do coração", ao escrever àqueles que abandonavam a Cristo e ao evangelho verdadeiro (2.4);
10. seus gemidos, por causa do desejo de estar com Cristo e livre do pecado e das preocupações deste mundo (5.1-4; Cf. Fp 1.23);
11. suas tribulações "poe fora e por dentro", por causa de seu compromisso com a pureza moral e doutrinária da igreja (7.5; 11.3,4);
12. o "cuidado" que o oprimia cada dia, por causa do seu zelo por "todas as igrejas" (v. 28);
13. o desgosto consumidor que sentia quando um cristão passava a viver em pecado (v. 29);
14. o desgosto de proferir um "anátema" sobre aqueles que pregavam outro evangelho, diferente daquele revelado no NT (Gl 1.6-9);
15. suas "dores de parto" para restaurar os que caíram da graça (Gl 4.19; 5.4);
16. seu choro por causa dos inimigos da cruz de Cristo (Fp 3.18);
17. sua "aflição e necessidade", pensando naqueles que podiam decair da fé (1 Ts 3.5-8);
18. suas perseguições por causa da sua paixão pela justiça e pela piedade (2 Tm 3.12);
19. sua lastimável condição ao ser abandonado pelos crentes da Ásia (2 Tm 1.15); e
20. seu apelo angustiado a Timóteo para que guarde fielmente a fé genuína, ante a apostasia vindoura (1 Tm 4.1; 6.20; 2 Tm 1.14).

O FEZ PECADO POR NÓS


O FEZ PECADO POR NÓS
As Escrituras não declara em nenhum lugar que Cristo foi "pecador". Ele sempre permanece como o imaculado Cordeiro de Deus. Cristo tomou, sim, nossos pecados (Is 53.10). Jesus, ao sofrer o nosso castigo na cruz, tornou possível a Deus perdoar os pecadores, sem violar sua própria justiça (Is 53.5; Rm 3.24-25 notas).
NÓS... FEITOS JUSTIÇA DE DEUS
1. "Justiça" não se refere aqui à justiça legalista, mas à justiça experimental do crente como nova criatura, i.e., quanto ao seu caráter e estado moral, que se fundamenta em sua fé em Cristo e dela flui (Fp 3.9; ver Rm 3.21 nota; 4.22 nota). O contexto total desta passagem (vv. 14-21) diz respeito ao crente viver para Cristo (v. 15), controlado pelo "amor de Cristo" (v. 14), tornar-se "nova criatura" em Cristo (v. 17) e desempenhar o ministério da reconciliação como representante de Deus e da sua justiça na terra (vv. 18-20; ver 1 Co 1.30 nota sobre Jesus Cristo como a justiça do crente).
2. A justiça de Deus é manifestada e experimentada neste mundo pelo crente, quando este permanece em Cristo. Somente à medida em que vivemos em união e comunhão com Cristo é que nos tronamos justiça de Deus (ver Jo 15.4,5; Gl 2.20 nota; 1 Jo 1.9).

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

MORTIFICARDES AS OBRAS DO CORPO


Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus (Rm 8.13,14).
MORTIFICARDES AS OBRAS DO CORPO
Paulo salientou a necessidade da guerra contínua contra tudo que tentar limitar a obra de Deus em nossa vida (cf. 6.11-19), porque o pecado sempre sempre se esforça para reconquistar o seu controle sobre nós.
1. Esse conflito espiritual, embora seja dirigido contra Satanás e todas as hostes espirituais (Ef 6.12), é, antes de tudo, contra as paixões e desejos da "carne", i.e., da natureza humana pecaminosa (Gl 5.16-21; Tg 4.1; 1 Pe 2.11). Como crentes, devemos sempre decidir o seguinte: não ceder aos desejos pecaminosos, e sim aos ditames da natureza divina, da qual somos participantes (Gl 5.16,18 2 Pe 1.4).
2. O fato de o crente não pôr um fim às ações pecaminosas do corpo resulta em morte espiritual (vv. 6.13) e perda da herança no reino de Deus (Gl 5.19-21). A palavra "morrereis" (v. 13) significa que um cristão pode passar da vida espiritual para a morte espiritual. Assim, a vida de Deus que recebemos ao nascer de novo (Jo 3.3-6) pode se apagada na alma do crente que se recusa a mortificar, pelo poder do Espírito, os atos pecaminosos do corpo.
ESSES SÃO FILHOS DE DEUS
Aqui, Paulo mostra a base da certeza da salvação. Se estamos fielmente mortificando as ações pecaminosas do corpo (v. 13), estamos sendo guiados pelo Espírito. Todos os que são guiados pelo Espírito são filhos de Deus.
GUIADOS PELO ESPÍRITO DE DEUS
O Espírito Santo habita no crente como filho de Deus, a fim de levá-lo a pensar, falar e agir de conformidade com a Palavra de Deus.
1. Ele orienta o crente, principalmente, por impulsos que:
a. são exortações interiores para o crente cumprir a vontade de Deus e mortificar as obras pecaminosas do corpo 9v. 13; Fp 2.13; Tt 2.11,12);
b. estão sempre em harmonia com as Escrituras (1 Co 2.12,13; cf. 2 Pe 1.20,21);
c. visam a dar orientação na vida (Lc 4.1; At 10.19,20; 16.6,7);
d. opõem-se aos desejos pecaminosos oriundos da tendências naturais do crente (Gl 5.17,18; 1 Pe 2.11);
e. têm a ver com a culpa do pecado, o perdão da justiça de Cristo e o juízo divino contra o mal (Jo 16.8-11);
f. exortam o crente a perseverar na fé e o adverte contra a apostasia da sua fé em Cristo (v. 13; Hb 3.7-14);
g. enfraquecem à medida que o crente deixa de obedecer aos apelo do Espírito (1.28; Ef 4.17-19,30,31; 1 Ts 5.19);
h. resultam em morte espiritual quando rejeitados (vv. 6.13); e
i. resultam em vida espiritual e em paz quando obedecidos (vv. 6.10,11,13; Gl 5.22,23).
2. Os avisos ou a voz interior do Espírito vêm através de:
a. ler a Palavra de Deus (Jo 14.26; 15.7,26; 16.13; 2 Tm 3.16,17);
b. orar fervorosamente (8.26; At 13.2,3);
c. ouvir a pregação e ensino sadios e santos (2 Tm 4.1,2; Hb 13.7,17);
d. exercitar as manifestações do Espírito (ver 1 Co 12.7-10; 14.6); e
e. acatar os conselhos (Ef 6.1; Cl 3.20).