EVANGELHO DE JESUS CRISTO

sábado, 31 de outubro de 2015

NÃO SOFRERÃO A SÃ DOUTRINA


E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas (2 Tm 4.4).
NÃO SOFRERÃO A SÃ DOUTRINA
No decurso da história da igreja sempre houve aqueles que não amam a sã doutrina. À medida que o fim se aproxima, a situação nesse sentido torna-se-á pior (cf. 3.1-5; 1 Tm 4.1).
1.  "Não sofrerão a sã doutrina" (v.3). Muitos professarão se cristãos, frequentarão as igrejas e mostrarão que servem a Deus, mas não aceitarão a fé apostólica original do NT, nem as exigências bíblicas ordenando que o crente separe-se da injustiça (3.5; cf. Rm 1.16; ver o estudo A SEPARAÇÃO ESPIRITUAL DO CRENTE).
2. "Desviarão os ouvidos da verdade" (v.4). A autêntica pregação bíblica de um homem de Deus não mais será aceita por muitas igrejas. Os desviados da verdade desejarão sermões que apresentem um evangelho menos exigente (cf. 2.18; 3.7,8; 1 Tm 6.5; Tt 1.14).
Já não aceitarão trechos da Palavra de Deus que tratam de arrependimento, pecado,, perdição, necessidade da santificação e de separação do mundo (cf. 3.15-17; Jr 5.31; Ez 33.32).
3. "Amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências" (v.3). Esses falsos crentes não quererão pastores segundo os padrões da Palavra de Deus (cf. 1.13,14; 1 Tm 3.1-10), mas buscarão os que toleram seus desejos egoístas e mundanos. Escolherão pregadores com dons de oratória, com a habilidade de divertir o povo e com uma mensagem que lhes assegure que é possível ser crente e continuar vivendo segundo a carne (cf. Rm 8.4-13; 2 Pe 2).
4. O Espírito Santo adverte todos que permanecem fiéis a Deus e se submete à sua Palavra, que lhes aguardam perseguição e sofrimento, por amor à justiça (3.10-12; Mt 5.10-12). Além disso, devem separar-se das pessoas, das igrejas e das instituições que negam o poder de Deus para a salvação, e pregam um evangelho modificado (3.5; ver Gl 1.9 nota; 1 Tm 4.1,2; 2 Pe 2.1; Jd 3; Ap 2.24). Devemos sempre ser leais ao evangelho do NT e aos fiéis ministros de Deus que o proclamam. Assim, podemos ter certeza de estreita comunhão com Cristo (Ap 3.20-22) e de tempos de refrigério pela presença do Senhor (At 3.19,20).
À VERDADE 4.4
A Palavra de Deus deve ser nosso supremo guia quanto à verdade e norma de vida.
1. Devemos ter a Palavra de Deus, dada pelo Espírito Santo, como nosso guia único e suficiente, no julgamento daquilo que cremos e fazemos.
2. A tendência de certas igrejas de formular doutrinas, práticas ou novas verdades, partindo de experiências subjetivas, de milagres do sucesso, dos alvos centralizados nos homens, sem sólida autenticidade bíblica, será um dos meios principais de Satanás semear engano durante a apostasia dos últimos dias (ver Mt 24.5,11 notas; 2 Ts 2.11 nota; ver o estudo A GRANDE TRIBULAÇÃO).

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

O DIA DO SENHOR


O DIA DO SENHOR
O "Dia do Senhor" refere-se, normalmente, não a um dia de 24 horas, mas a um extenso período de tempo durante o qual os inimigos de Deus são derrotados (Is 2.12-21; 3.9-16; 34.1-4; Jr 46.10; Jl 1.15 - 2.11,28; 3.9,12-17; Am 5.18-20; Zc 14.1-3), vindo a seguir o reino terrestre de Cristo (Sf 3.14-17; Ap 20.4-7).
1. Esse "Dia" começa quando o juízo e tribulação divinos e diretos, caírem sobre o mundo, no fim desta era (v.3). O período da tribulação está incluso no "Dia do Senhor" (Ap 6-19; ver 6.1 nota). Essa ira de Deus culmina com a vinda de Cristo para destruir todos os ímpios (Jl 3.14; ver Ap 16.16 nota; 19.11-21).
2. Segundo parece, o Dia do Senhor começa num momento em que as pessoas estão confiante na paz e na segurança, são os incrédulos que estarão dizendo: "Há paz e e segurança". Isso talvez signifique que o mundo estará numa expectativa e esperança de paz.  O "Dia do Senhor", trazendo tribulação mundial, lhes sobrevirá repentinamente, destruindo qualquer esperança de paz e segurança. (v.3)
3. O "Dia" não surpreenderá os crentes como um ladrão de noite, porque eles foram destinados à salvação, e não à ira, e estão alertas, espiritualmente vigilantes e vivendo na fé, no amor e na justiça (vv. 4-9).
4. Os crentes serão livres da "ira futura" (1.10 nota) pelo Senhor Jesus Cristo (v.9), quando Ele vier nas nuvens para arrebatar sua igreja e levá-la ao céu (cf. 4.17; ver Jo 14.3 nota; Ap 3.10 nota; ver o estudo O ARREBATAMENTO DA IGREJA).
5. O Dia do Senhor terminará depois do reino milenar de Cristo (Ap 20.4-10), na ocasião da criação do novo céu e da nova terra (cf. 2 Pe 3.13; Ap 21.1).
COMO O LADRÃO DE NOITE
A metáfora sobre o ladrão de noite significa que o tempo do início do Dia do Senhor é incerto e imprevisto. Não há maneira de prever a sua data (ver Mt 24.42-44, notas sobre o ensino do Senhor a respeito do tempo inesperado da sua vinda para buscar a igreja).

POR HUMILDADE


POR HUMILDADE
Devido ao egocentrismo inato do homem caído, o mundo não tem em alta estima a humildade e a modéstia.
A Bíblia, no entanto, com seu conceito teocêntrico do homem e da salvação, atribui máxima importância à humildade.
1. A humildade bíblica subentende a consciência das nossas fraquezas e a decisão de atribuir de imediato todo crédito a Deus e ao próximo, por aquilo que realizamos (Jo 3.27; 5.19; 14.10; Tg 4.6).
2. Devemos ser humilde porque somos simples criaturas (Gn 18.27); somos pecaminosos à parte de Cristo (Lc 18.9-14) e não podemos jactar-nos de nada (Rm 7.18; Gl 6.3), a não ser no Senhor (2 Co 10.17). Logo, dependemos de Deus para nosso valor e para nossa frutificação, e não podemos realizar nada de valor permanente sem a ajuda de Deus e do próximo (Sl 8.4,5; Jo 15.1-16).
 3. A presença de Deus acompanham aqueles que andam em humildade (Is 57.15; Mq 6.8). Maior graça é dada aos humildes, mas Deus resiste aos soberbos (Tg 4.6; 1 Pe 5.5). Os mais zelosos filhos de Deus servem "ao Senhor com toda a humildade" (At 20.19).
4. Como crentes, devemos viver em humildade uns para com os outros, considerando-os superiores a nós mesmos (cf. Rm 12.3).
5. O oposto da humildade é a soberba, um senso exagerado da importância e da auto-estima da pessoa que confia no seu próprio mérito, superioridade e realizações. A tendência inevitável da natureza humana e do mundo é sempre à soberba, e não à humildade (1 Jo 2.16; cf. Is 14.13,14; Ez 28.17; 1 Tm 6.17).