EVANGELHO DE JESUS CRISTO

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

SE CONFESSARES... E EM TEU CORAÇÃO CRERES


Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação (Rm 10.10).

SE CONFESSARES... E EM TEU CORAÇÃO CRERES
As coisas essenciais à salvação estão resumidas neste trecho. Centralizam-se na fé, no senhorio de Cristo e na sua ressurreição corporal. A fé deve estar no coração, que aqui abrange as emoções, o intelecto e a vontade, afetando a personalidade inteira.
A fé deve, também, envolver uma decisão pública por Cristo como Senhor, tanto em palavras como em ações (ver o estudo FÉ E GRAÇA).

CONFESSARES AO SENHOR JESUS
O mais antigo credo ou confissão da igreja do NT não trata de Jesus como Salvador, mas Jesus como Senhor (cf. At 8.16; 19.5; 1 Co 12.3). Jesus Cristo é especificamente chamado "Salvador" 16 vezes no NT, e "Senhor" mais de 450 vezes.
1. O ensino atual, nalguns círculos evangélicos, de que Jesus pode ser o Salvador de alguém, sem ter que ser seu Senhor, não se acha em nenhuma parte do NT. Ninguém pode aceitar Jesus como Salvador sem também aceitá-lo como Senhor (10.9).
Esse é um elemento essencial da pregação apostólica (At 2.36-40).

2. "Senhor" (gr. kyrios) significa aquele que tem o poder, domínio, autoridade e o direito de mandar. Confessar Jesus como Senhor é declarar que Ele é igual a Deus (v. 13; Jo 20.28; At 2.36; Hb 1.10), e digno do poder (Ap 5.12), da adoração (Fp 2.10,11), da confiança (b 2.13), da obediência (Hb 5.9) e da oração (At 7.59,60; 2 Co 12.8).

3. Quando os crentes no Nt chamavam Jesus de "Senhor", não se tratava de mera profissão de fé, ou uma simples repetição, mas de uma atitude sincera e interna do coração (cf. 1 Pe 3.15), pela qual colocavam Cristo como único e supremo Senhor sobre a totalidade das suas vidas (Lc 6.46-49; Jo 15.14). 
Jesus precisa ser aceito como Senhor dos assuntos espirituais, no lar e na igreja, bem como em todas as áreas da vida, inclusive a intelectual, a financeira, a educação, a recreativa, a vocacional, etc. (12.1,2; 1 Co 10.31).

DEUS O RESSUSCITOU DOS MORTOS
Quem nega a ressurreição corporal de Jesus Cristo não tem o direito legítimo de dizer que é cristão; continua um incrédulo, uma vez que a morte e a ressurreição de Cristo é o evento central na salvação (1.4; 4.25; 5.10,17; 6.4-10; 8.11,34).

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

EU SOU CARNAL, VENDIDO SOB O PECADO


A LEI
Lembremo-nos de que Paulo, no capítulo 7, está analisando o estado da pessoa irregenerada e sujeita à lei do AT, mas consciente da sua incapacidade de viver uma vida agradável a Deus (cf. v. 1). Ele descreve uma pessoa lutando sozinha contra o poder do pecado e demonstrando que não poderemos alcançar a justificação, a santidade, a bondade e a separação do mal mediante o nosso próprio esforço para resistir ao pecado e guardar a lei de Deus.
O conflito do cristão, por outro lado, é bem diferente: é um conflito entre uma pessoa unida a Cristo e ao Espírito Santo, de um lado contra o poder do pecado, de outro lado (cf. Gl 5.16-18). 
No capítulo 8, Paulo descreve o caminho da vitória sobre o pecado, mediante a vida no Espírito.

EU SOU CARNAL, VENDIDO SOB O PECADO
Mais incisivas do que as demais palavras do capítulo 7, estas aqui falam claramente num período sob a Lei, na vida de Paulo, antes da sua conversão. Esse fato é comprovado pelas seguintes razões:

1. No capítulo 7, Paulo está demonstrando a insuficiência da Lei para nos redimir, à parte da graça, e não a insuficiência do evangelho aliado à graça (cf. Gl 3.24).
2. No versículo 5, Paulo declara que os que estão "na carne" (i.e., são carnais, sensuais) produzem "frutos para a morte" (i.e., a morte eterna). E em 8.13, ele afirma que "se viverdes segundo a carne, morrereis" (cf. Gl 5.19-21). Logo, o tipo de pessoa referido no capítulo 7 está espiritualmente morta.
3. A expressão "vendido sob o pecado" significa servidão ou escravidão do pecado (cf. 1 Rs 21.20,25; 2 Rs 17.17).
Tal linguagem não pode ser aplicada ao crente em Cristo, porque Ele, pelo preço do resgate pelo seu sangue (ver Mt 20.28 nota), redimiu-nos do poder do pecado e declara que o pecado já não tem domínio sobre nós (6.14). 
O próprio Cristo afirmou: "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente, sereis livres" (ver Jo 8.36 nota; cf. Rm 8.2). Realmente, o nome Jesus significa "Ele salvará o seu povo dos seus pecados" (Mt 1.21).
4. Além disso, a presença do Espírito Santo, habitando em nós (Rm 8), não deixa os crentes "vendidos sob o pecado".
Paulo declara, ainda, no mesmo capítulo, que "a lei do espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado" (8.2), e ele inclui a si mesmo entre os que não andam "segundo a carne, mas segundo o Espírito" (8.4), porque "somos devedores, não à carne" (8.12).

RECEBESTES VÓS JÁ O ESPÍRITO SANTO...?


RECEBESTES VÓS JÁ O ESPÍRITO SANTO...?
Observe os fatos abaixo, no tocante aos discípulos de Éfeso.

1. A pergunta de Paulo sugere enfaticamente que ele os tinha com cristãos verdadeiramente convertidos, mas que ainda não tinham recebido a plenitude do Espírito Santo.
2. A pergunta de Paulo, nesse contexto refere-se ao batismo do Espírito Santo como revestimento de poder e capacitação para o serviço, da mesma forma que ocorreu aos apóstolos no Pentecoste (cf. 1.8; 2.4). 
Ela não pode referir-se à presença do Espírito habitando no crente, porque Paulo sabia claramente que todos os crentes têm o Espírito habitando neles desde o primeiro momento da conversão e da regeneração (Rm 8.9).

3. A tradução literal da pergunta de Paulo é: "Tendo crido, recebestes o Espírito Santo?" "Tendo crido" (gr. pisteusantes, de pisteuo) é um particípio aoristo que normalmente indica ação anterior à ação do verbo principal (neste caso, "receber").
 Por isso é possível traduzir assim: 
"Recebestes já o Espírito Santo depois que crestes?" Isso concorda plenamente com o contexto do trecho, pois foi exatamente isto que aconteceu aos crentes de Éfeso.

a. Já tinham crido em Cristo antes de Paulo conhecê-los (vv. 1,2).
b. Passaram, então,  a ouvir a Paulo e crer em todas as suas demais mensagens que ele lhes deu a respeito de Cristo e do Espírito Santo (v. 4).
c. A seguir, Paulo aceitou a fé em Cristo desses efésios como genuína e adequada, pois os batizou em nome do Senhor Jesus (v. 5).
d. Foi somente, então, depois de crerem e serem batizados em água, que Paulo lhes impôs as mãos e "veio sobre eles o Espírito Santo" (v. 6). Houve, portanto, um intervalo de tempo entre o ato de crerem em Cristo e a vinda do Espírito, enchendo-os do seu poder.

A pergunta de Paulo, nesse contexto, indica que ele achava plenamente possível "crer" em Cristo sem experimentar o batismo no Espírito Santo. Esse trecho é fundamental por demonstrar que uma pessoa pode ser crente sem ter a plenitude do Espírito Santo (ver o estudo O BATISMO DO ESPÍRITO SANTO).

NEM AINDA OUVIMOS
A resposta dos crentes efésios à pergunta de Paulo, não significa que nunca tinham ouvido falar do Espírito Santo. 
Certamente conheciam os ensinos do AT a respeito do batismo no Espírito Santo que Cristo traria (Lc 3.16). 
O que ainda não tinham ouvido era que o Espírito já estava sendo derramado sobre os crentes (1.5,8).